Problemas de Carnaval


Juliana estava empolgada com sua primeira viagem de carnaval. Já tinha 20, e só agora conseguiu viaja, apenas com as amigas. Os pais eram rígidos e Ju, sempre foi comportada, apesar de que, já bebia de vez em quando, mas nunca passava do segundo copo, sempre com medo do que a mãe iria pensar quando chega-se em casa.

Quando chegaram no interior, na cidade que prometia, o céu estava nublado e o calor fazia cada poro do corpo transpirar. Deram chek-in na pousada, almoçaram, conversaram um pouco e no final da tarde correram para os bloquinhos de carnaval que passavam na rua. As amigas estavam no clima: brincando umas com as outras e se divertindo. Claro que tinha aquela amiga mais afoita que, desafiou as outras a fazer joguinhos apostando virada de copos. Além do mais, aquela bebida nova que a Jú não conhecia, era docinha, não tornando o fato de beber um sacrifício.

Até que ela acordou. Seu cabelo estava molhado e definitivamente, aquele não era o quarto de pousada que elas haviam se hospedado. Era tudo prático de cores sóbrias. E... "aiiiii..." a cabeça doeu um pouco quando a garota tentou se levantar, o que era aquilo pendurado na cadeira? Ai meu Deus! Era uma cueca, ela estava deitada, no quarto de um homem! Como se não bastasse, ela também reparou, que alguém havia trocado sua roupa, estava vestida com uma camiseta, que não era sua.

Para sua surpresa, sua cabeça não doía tanto, mas já a memória... Ela tentava lembrar... e nada. Tinha alguns flashs: um momento que foi ao banheiro, depois de estar dançando sozinha e de uma voz perguntando com quem ela estava.

Juliana estava desesperada, mas sem coragem de levantar-se e explorar o resto da casa, com medo do que e de quem ela ia encontrar. Até que reparou em um barulho, algo que parecia um chuveiro ligado. Ela se levantou devagar e foi em direção a porta de onde vinha o som de água caindo. De repente abriu...

- Aaaaaaaaaaain, meu Deus. Disse, virando de costas imediatamente.

Tinha um carinha tomando banho, no banheiro do quarto onde ela estava.
- Oooooou. Finalmente acordou. Disse o rapaz.
- Parece que a noite foi agitada para mim. Disse ela ainda de costas e fechando a porta. Mesmo assim ela pode ouvir a gargalhada dele.

A garota não conseguia nem raciocinar. Ela correu quando viu suas roupas dobradas em um cantinho, e enquanto se trocava começou a chorar. Poxa, será que eles se preveniram? Não era comum para Juliana dormir com um cara que ela mal conhecia, aliás ela só teve dois caras na vida e foram seus namorados por meses.

- Ei, aonde você vai? Disse saindo do banheiro de toalha.
- Olha não me leve a mal, eu não sou acostumada a fazer esse tipo de coisa... quero de dizer... de dormir assim com alguém e não lembrar... eu preciso ir. Falou nervosamente.
- Ei, então quer dizer que você não lembra mesmo... rindo. Calma espera só eu vestir essa bermuda que eu já vou te explicar.

O carinha pegou um calção e foi vestir no banheiro. Enquanto isso, Juliana ficou pensando como as amigas deixaram isso acontecer. Tá, o carinha era um gato, mas elas não perceberam seu estado. Nada justificava.

Ele voltou e sentou do lado dela, porém ela disparou:
- Olha, eu só preciso saber se a gente se preveniu. Você sabe eu não quero sofre as consequências desse carnaval.
Ele riu muito... “Babaca”, Juliana pensou.
- Você está pensando que nós... risos. Não. Eu conheci você agora. Mas minha irmã contou tudo antes de sair.
- Ai Meu Deus, eu e sua irmã... disse Ju, arregalando os olhos.
- Não. Disse ele, entre gargalhjadas. Fica quieta e me escuta. Você está na minha casa, eu moro aqui por causa do trabalho, minha irmã veio para cá com uma amiga curtir o carnaval e ontem no meio da folia, achou você. Ela disse que te conhece, que estudou com sua irmã mais velha, ou algo assim... o nome dela é Ana. Uma alma, caridosa sabe? Ela é enfermeira e quando te reconheceu, você estava em um batente sentadinha passando mal. Ela te levou para o hospital, você foi medicada e te trouxe para cá.

Juliana lembrava dessa parte, ela realmente estava só e não sabia aonde estava até Ana te ajudar.
- Porque eu estava dormindo no seu quarto? Disse, tentando raciocinar.
- Eu não dormir em casa, hoje. A Ana sabia, e botou você para dormir aqui no meu quarto. Ela saiu para avisar suas amigas, parece que ela ligou para sua irmã. Você não parava de falar que estava perdida e não tinha levado celular. Quanto ao celular, eu não tiro sua razão, provavelmente, teria perdido se tivesse levado.
- Aiiii... minha irmã sabe? Disse preocupada.
- Olha se eu fosse você, eu não ia ligar para isso agora. Você teve muita sorte da minha irmã te achar. Você sabe como as pessoas são...

Juliana comeu alguma coisa e esperou Ana voltar para agradecer pessoalmente, uma das suas amigas chegou junto com ela, com uma super cara de ressaca e preocupação.

Juliana e suas amigas aprenderam muito com a situação. Por isso, no mesmo dia, amarraram cordinhas nas mãos umas das outras, como algemas. Neste carnaval, continuaram a beber, mas jamais a se perder.

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