As Vantagens de Ser Tia.

Imagem: Google imagens
Quando eu tinha três meses de vida, minha mãe foi para a casa dos meus avós, após a separação do meu pai, levando a mim e duas irmãs mais velhas (de 8 e 9 anos). Quando ainda era criança (com uns 7 aninhos), meu avô faleceu depois de uma batalha contra o câncer. Foi ai, perdendo o meu referencial paterno dentro do lar (já que o meu pai na época morava fora), que eu aprendi o que é estar completamente imersa em um universo exclusivamente feminino. Morávamos cinco mulheres em uma casa, uma TPM para cada semana do mês.

Anos depois, minhas irmãs casaram e foram viver com suas novas famílias. E a nossa família de mulheres, repentinamente começou a ser povoada, cada vez mais, por cuecas. Aos meus 18 anos, nasceu o primeiro sobrinho, Luís (que é também meu afilhado). De lá para cá, a minha vida é outra e, certamente, a das minhas irmãs é mais diferente ainda. Jamais quero comparar o sentimento de ser mãe com o de ser tia. Não tem nada haver. Mas que rola uma emoção de ver aquela criaturinha crescer, rola.

Sete meses depois, nasce meu segundo sobrinho, Heitor. E tornou-se comum me pegar falando deles: do que comeram, fizeram de “anormal”, as danações, as tiradas inteligentes, os primeiros passos e palavras... sempre reservando um tempinho do momento tia, aqueles dias em que eles dormem em sua casa, para as irmãs se ausentarem. É aqui onde volto a ser criança com eles e por eles, mas com todo o cuidado do mundo. A emoção de presenciar algo que é novo para eles, como quando ensinei Luís a surfar na prancha de bodyboard e ele pegou sua primeira onda, ou quando ensinei algumas letrinhas do alfabeto a Heitor e o vi praticando assertivamente com seus pais.

Depois de 5 anos e 9 meses, nasce meu terceiro sobrinho, irmão de Heitor, Ian. Mais uma cueca (ainda fraldinha) fofíssima para a família; mais um para amar; mais um para babar, mimar, ensinar, aprender e cultivar amor; mais um sobrinho, que não é só mais um, que vai cativar do seu jeito, que vai ter suas próprias experiências, suas próprias historinhas... Certamente, que hoje será mais um dia no qual vou me lembrar para sempre. A primeira das nossas muitas parcerias e aventuras de tia e sobrinho.


*Tia Karlinha não nasceu coruja, se tornou.

Comentários

  1. Infelizmente, ainda não tive a sorte de ter um sobrinho e participar da magia que deve ser se tornar tia.
    Amei o seu blog. Já estou te seguindo. Aguardo tua visita, hein mulher?
    Beijão!
    www.iamcamilakellen.blogspot.com

    ResponderExcluir
  2. Ainda não tenho sobrinho, mas deve ser bem divertido. Bjus!

    galerafashion.com

    ResponderExcluir
  3. muito bom, sou tia *-*

    Bjuuuu umabonecamasnaodeporcelana.blogspot.com.br

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Disqus

Instagram